sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Harvard Business School - Launching New Ventures

Ricardo Samuel Goldstein e Ricardo Ribeiro Bellino sobre o curso Launching New Ventures (LNV) em Harvard Business School (HBS) - Boston - 2009 - Artigo da GAZETA MERCANTIL

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Ódio a Israel disseminado nas Olimpíadas



O judoca egípcio, Islam El Shahaby, se desgraçou e ao seu pais nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro na última sexta-feira. Essa desgraça não foi resultado da sua incapacidade de ganhar uma medalha, nem da sua derrota para o atleta israelense, Or Sasson. Foi, sim, resultado da conduta anti-esportiva e vergonhosa que exibiu. Ao perder a luta, saiu sem o cumprimento tradicional ao oponente - uma atitude inédita numa olimpíada - e para completar, se recusou a apertar a mão estendida do israelense.
A conduta inaceitável do lutador gerou vaias do público e o juiz ordenou que El Shahaby voltasse ao tatame e cumprimentasse o oponente, o que ele fez de forma patética, provocando ainda mais vaias da platéia. O Israelense ignorou o insulto e seguiu para coletar a medalha israelense.
Sasson esperava a esnobada do egípcio, mas decidiu estender sua mão de qualquer forma, mostrando respeito ao oponente. Cumprimentar e mostrar respeito ao adversário é algo que "fui educado a fazer", comentou o judoca.
A conduta desprezável do egípcio El Shahaby não é uma anomalia, apenas reflete o que é norma entre os atletas de nações muçulmanas. Rotineiramente se engajam em condutas danosas as suas reputações e das nações que representam. 
No início dos jogos do Rio, a delegação Libanesa se recusou a deixar que membros da equipe israelense embarcassem no ônibus em que estavam. Os israelenses foram forçados a encontrar transporte alternativo. Na sequência deste incidente, um judoca saudita forjou uma contusão num esforço deliberado de evitar uma luta contra um israelense. Em junho deste ano, um boxeador Sírio desistiu de uma luta contra um oponente israelense no torneio mundial de boxe no Azerbaijão, perdendo a chance de se qualificar para as Olimpíadas.  
Em junho de 2013, em um dos mais bizarros incidentes de conduta anti-esportiva, uma atleta de luta greco-romana mordeu as costas de sua oponente israelense a ponto de sangrar. O Egípcio foi suspenso enquanto a israelense, Ilana Kartysh, recebeu a medalha de ouro.
O incidente envolvendo El Shahaby é só um exemplo do que vem se repetindo há décadas, seguindo casos como o judoca Ramadan Darwish se recusando a cumprimentar e apertar a mão do israelense Arik Ze’evi (Link para o vídeo) em um torneio em 2011 e do Iraniano que se recusou a apertar a mão do levantador de peso israelense Sergio Britva, em um torneio de LPO em 2010.
Enquanto o COI e outras entidades esportivas se mantiverem passivas frente a essas absurdas agressões e se eximirem da obrigação e responsabilidade de banir os ofensores de todos os esportes no mundo todo, esses abusos e agressões continuarão. Só ações drásticas, em forma de expulsões, servirão para mudar esse comportamento errático inaceitável.
O mau comportamento dos atletas muçulmanos representam um problema maior, que transcende a arena esportiva. Xenofobia e anti-semitismo são parte da maioria do mundo islâmico. Nesse mundo medieval, o ódio a Israel permeia todos os campos, incluindo política, educação, religião, arte, cultura e esporte. O ódio é ensinado as crianças desde o nascimento e disseminado de geração em geração. É amplificado por instituições governamentais oficiais e está estampado em todas as faces da vida muçulmana.
Os danos causados por anos de lavagem cerebral e racismo institucional tomarão décadas, senão gerações, para serem revertidas. Com honrosas e raríssimas excessões, não parece que qualquer nação árabe ou muçulmana esteja fazendo esforços para mudar essa tendência deletéria. Na realidade, o que acontece é o completo oposto. A grande maioria dos egípcios, do mundo árabe e dos muçulmanos, aprova e aplaude a conduta de El Shahaby, para a desgraça do resto do mundo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Kefir

Há anos venho ouvindo falar de um produto com origem antiga e misteriosa e que por mais que se pesquise, vai continuar misteriosa. 

Independente da origem, consumidores, entusiastas e pesquisas sérias indicam quase unanimemente que há uma série de benefícios para a saúde, trazidos pela grande quantidade de bactérias "do bem" contidas no kefir, os pro-bióticos.

Alguns dos nutrientes encontrados em grandes quantidades no Kefir:  leveduras, bactérias acéticas, lactobacilos, streptococci/lactococci, Ácido pantotênico, Ácido fólico, Vitamina B, Vitamina B3, Vitamina B6, Vitamina B12, Vitamina K, Carboidratos, Cálcio, Gorduras boas, Lactase, Fósforo, Magnésio, Potássio, Proteínas, Aminoácidos, Triptofano. 

Resolvi então experimentar e tive uma agradável surpresa. 

Inúmeros benefícios são atribuídos ao seu consumo, e, os que eu muito rapidamente comecei a sentir, foram (i) a diminuição da fome, especialmente da vontade de comer besteira, (ii) uma regularização do processo de digestão, (iii) melhora na viscosidade da pele com o desaparecimento de algumas marcas de expressão, (iv) melhora no aspecto do cabelo e redução da queda, (v) melhora na qualidade do sono, e, (vi) mais disposição e energia.

Outra vantagem gritante é o custo, o lote inicial de grãos custa nada (e-mail para o samuca1966@gmail.com que mando pra vocês), e, com um litro de leite integral por dia (R$ 3,50), você produz a dose diária para uma família de 4 pessoas, e, com o maior de todos os ganhos, é que você tira da dieta da sua família uma lista de componentes químicos venenosos que estão em TODOS os iogurtes industrializados, e, que de iogurte só tem o nome, porque contém traços insignificantes de probióticos ou quaisquer outros nutrientes importantes.

Não observei queda de peso, embora ele tenha se mantido estável ao longo desses quase 6 meses, mas, não fiz qualquer nova restrição alimentar (que já era relativamente saudável), e, pratico um esporte que dá muita fome por ser metabólico, o CrossFit.

O sabor é o de um iogurte natural e a textura um pouco mais densa do que esses iogurtes líquidos (Activia, etc...).

O "cultivo" é simples e para mim prazeiroso, pois cria a disciplina de cuidar da cultura diariamente e a recompensa de estar preservando a saúde da família, observando resultados bem objetivos.

Como produzir o Kefir:
  1. Uma a duas colheres de sopa de grãos de kefir para cada meio litro de leite morno (mais ou menos 20º ou temperatura ambiente), costuma ser a melhor proporção para o seu cultivo ideal. 
  2. Esses grãos deverão ser colocados num vidro (jamais usar recipientes de plástico ou metal) juntamente com o leite, deixando em descanso entre 12 até 36 horas. 
  3. É preciso cobri-lo com um pano de prato comum. O melhor local para guardá-lo enquanto está em fermentação é dentro de um armário. 
  4. Quando estiver pronto, deve-se misturar com uma colher de pau, e a seguir, coá-los (não usar coador metálico, usar plástico ou pano).
  5. Após serem coados, os grãos deverão retornar ao vidro com nova porção de leite para a próxima fermentação. 
  6. O kefir pronto poderá ser armazenado em geladeira. 
  • Os grãos se reproduzem com grande velocidade, portanto, quando a quantidade por litro exceder as duas colheres, bem cheias, de grãos, descarte o saldo, distribua entre os amigos e use para adubar suas plantas, elas vão adorar.
  • Mensalmente, os grãos devem ser lavados com água filtrada, usando o coador.
  • A lactose é consumida pelos grãos no processo de fermentação, fazendo o kefir tolerável a grande maioria dos intolerantes ou alérgicos a lactose

Dicas:

 . O leite deverá estar fresco e ser INTEGRAL. 
 . Não armazene os grãos sem o leite para que não morram. Se precisar viajar, deixe os grãos na geladeira com leite suficiente para cobrí-los.
 . Caso os grãos tenham permanecido fora do leite por mais de 48 horas, deverão ser descartados. 
 . Não utilize nenhum utensílio metálico. 
.  Prefira coador, vasilhas e talheres de plástico, madeira ou outro material e armazene em vidro. 
 . Se possível, lave os grãos de kefir com água mineral. Caso não seja viável, opte por água filtrada. O cloro presente na água poderá comprometer a qualidade do produto. 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

A Febre Chamada CrossFit






 


Coach Michele Ribeiro, esposa do coach entrevistado, Andre Silva (Foto: Reprodução / Michele Ribeiro)
Por Simone Saltiel
O treinamento que mistura exercícios aeróbicos, ginástica olímpica e levantamento de peso, veio para acabar com a “monotonia” da musculação e virou a nova moda no mundo fitness dos brasileiros.
A proposta principal do Crossfit é ser um treinamento mais dinâmico, que junta todos os benefícios de diferentes atividades físicas em um só lugar, além de se obter resultados mais rápidos. Na modalidade, são utilizados movimentos funcionais, constantemente variados e em alta intensidade, com o objetivo de melhorar capacidades como resistência cardiovascular, respiratória e muscular, força, agilidade, coordenação e equilíbrio
O Crossfit surgiu no Estados Unidos, na década de 90. Seu criador é Greg Glassman, que abriu sua primeira box em 1995, em Santa Cruz, na Califórnia. Seu objetivo inicial era que a os exercícios fossem um método de treinamento das forças policiais (SWAT) e militares norte-americanas, onde se evidenciaram os resultados da aplicação de seus conceitos. Nos anos 2000, Greg iniciou o programa de afiliações, tendo assim um crescimento enorme de adeptos.
Mas se só de ouvir falar em Crossfit você já fica assustado e com vontade de desistir antes mesmo de conhecer, o coach Andre Silva, da Crossfit Carioca, explica que os princípios do método são aplicáveis a diferentes tipos de pessoas:
– Na hora de ensinar a mecânica do movimento, não há diferença entre um idoso com dificuldade de mobilidade e um atleta de nível mundial. Na hora de aplicar a intensidade, será aplicado ao nível de cada um. Ambos têm evolução no mesmo sentido. Não há idade mínima ou máxima. Os princípios funcionais servem para todo mundo – explicou.


 
Coach Andre Silva em sua Box Crossfit Carioca (Foto: Reprodução / Andre Silva)

Apesar de ter um enorme público jovem, o treinamento obteve um considerável crescimento de adeptos mais velhos. É o caso do administrador de empresas Ricardo Samuel Goldstein, de 50 anos:
– Meu sócio estava “viciado” no esporte, como vi que ele tinha mudado muito fisicamente, mudado hábitos e estava mais disposto e saudável, fiquei curioso e quando me convidou para uma aula, fui, adorei e não larguei mais, já há quase 2 anos – contou.


    
Ricardo Goldstein conta que seus objetivos estão sendo alcançados e que hoje tem muito mais força e disposição. (Foto: Reprodução / Ricardo Samuel Goldstein)

Outro forte público alvo do Crossfit, são os atletas de diferentes modalidades, como o surfista Luis Felipe Moreira, de 24 anos. Segundo ele, o treinamento se relacionou muito bem com o surfe:
– Já tinha visto grandes surfistas fazendo treinamentos similares e resolvi experimentar. Mesmo não sendo profissional, percebi uma melhora absurda nos movimentos de explosão, equilíbrio, força nas pernas, além de ter aumentado minha resistência para remar por mais tempo, sem cansar – comenta.
O surfista conta que seu objetivo inicial era se manter em forma nos dias sem ondas e ter o prazer de fazer alguma outra atividade, já que não gosta de musculação. Mas o que mais lhe atraiu para a prática do Crossfit, foi a dinâmica do esporte:
– Por envolver levantamento de peso olímpico, ginástica olímpica e outros exercícios variados, acaba não sendo uma atividade entediante – diz.


 
Luis Felipe conta que sua qualidade de vida e sua performance no surfe tiveram uma melhora extrema e não se imagina mais longe do Box (Reprodução / Luis Felipe)

Como em todas as atividades esportivas, a boa alimentação é de extrema importância. Segundo Andre, uma alimentação saudável faz toda a diferença nos resultados alcançados, e, para os mais entusiastas, existem até dietas específicas para esse tipo de treinamento:
– As dietas sugeridas são a Paleo e Zone Diet. Nosso método exige alta intensidade e assim alteramos nosso metabolismo. O que comemos, nosso combustível, é a base energética para tudo que fazemos – diz o coach.
Ricardo afirma que sua alimentação é bastante saudável, com o mínimo possível de alimentos processados:
– Comecei a experimentar, recentemente, incrementar os probióticos e tenho me sentido muito bem-disposto. Tenho feito em casa e tomado Kefir como substituto de iogurtes industrializados e Kombutcha no lugar de sucos. Meu peso agora se mantém estável e troquei gordura por massa magra – comentou.
Luis Felipe diz que com os treinos de Crossfit se intercalando com as sessões de surfe, precisou repensar sua alimentação para dar conta de se nutrir corretamente. Procura comer grandes quantidades de proteínas, além de carboidratos e gorduras boas, e está sempre de olho para não exagerar no açúcar.
Estudos mostram que o Crossfit possui menos incidência de lesões que esportes como corrida e futebol. Portanto, não tenha medo de tentar! Consulte seu médico, procure um Box oficial e let’s workout!

Entenda como funciona o Crossfit


                                                                                                           Fonte: www.istoe.com.br


Crossfit X Musculação
Enquanto a musculação isola o movimento de um músculo para o fortalecer, o Crossfit trabalha vários grupos de músculo ao mesmo tempo, com exercícios como pular corda e levantar barras com peso sobre a cabeça, quase sem intervalo.


                                                                                                         Fonte: www.folha.uol.com.br

domingo, 3 de abril de 2016

A Folha de SP também cansou...

FOLHA DE SÃO PAULO

EDITORIAL

 

 

03-04-2016

 

Nem Dilma nem Temer

A presidente Dilma Rousseff (PT) perdeu as condições de governar o país.

É com pesar que este jornal chega a essa conclusão. Nunca é desejável interromper, ainda que por meios legais, um mandato presidencial obtido em eleição democrática.

Depois de seu partido protagonizar os maiores escândalos de corrupção de que se tem notícia; depois de se reeleger à custa de clamoroso estelionato eleitoral; depois de seu governo provocar a pior recessão da história, Dilma colhe o que merece.

Formou-se imensa maioria favorável a seu impeachment. As maiores manifestações políticas de que se tem registro no Brasil tomaram as ruas a exigir a remoção da presidente. Sempre oportunistas, as forças dominantes no Congresso ocupam o vazio deixado pelo colapso do governo.

A administração foi posta a serviço de dois propósitos: barrar o impedimento, mediante desbragada compra de apoio parlamentar, e proteger o ex-presidente Lula e companheiros às voltas com problemas na Justiça.

Mesmo que vença a batalha na Câmara, o que parece cada vez mais improvável, não se vislumbra como ela possa voltar a governar. Os fatores que levaram à falência de sua autoridade persistirão.

Enquanto Dilma Rousseff permanecer no cargo, a nação seguirá crispada, paralisada. É forçoso reconhecer que a presidente constitui hoje o obstáculo à recuperação do país.

Esta Folha continuará empenhando-se em publicar um resumo equilibrado dos fatos e um espectro plural de opiniões, mas passa a se incluir entre os que preferem a renúncia à deposição constitucional.

Embora existam motivos para o impedimento, até porque a legislação estabelece farta gama de opções, nenhum deles é irrefutável. Não que faltem indícios de má conduta; falta, até agora, comprovação cabal. Pedaladas fiscais são razão questionável numa cultura orçamentária ainda permissiva.

Mesmo desmoralizado, o PT tem respaldo de uma minoria expressiva; o impeachment tenderá a deixar um rastro de ressentimento. Já a renúncia traduziria, num gesto de desapego e realismo, a consciência da mandatária de que condições alheias à sua vontade a impedem de se desincumbir da missão.

A mesma consciência deveria ter Michel Temer (PMDB), que tampouco dispõe de suficiente apoio na sociedade. Dada a gravidade excepcional desta crise, seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo a fim de que ele investisse alguém da legitimidade requerida para promover reformas estruturais e tirar o país da estagnação.

O Tribunal Superior Eleitoral julgará as contas da chapa eleita em 2014 e poderá cassá-la. Seja por essa saída, seja pela renúncia dupla, a população seria convocada a participar de nova eleição presidencial, num prazo de 90 dias.

Imprescindível, antes, que a Câmara dos Deputados ou o Supremo Tribunal Federal afaste de vez a nefasta figura de Eduardo Cunha –o próximo na linha de sucessão–, réu naquela corte e que jamais poderia dirigir o Brasil nesse intervalo.

Dilma Rousseff deve renunciar já, para poupar o país do trauma do impeachment e superar tanto o impasse que o mantém atolado como a calamidade sem precedentes do atual governo.

editoriais@grupofolha.com.br