sábado, 15 de janeiro de 2011

Se você é fã do Lula e do PT, nem leia essa pequena coletânea.


Extrai alguns trechos de matérias do Reinaldo Azevedo, da Veja, e juntei abaixo. Quando reunimos uma meia dúzia de citações do Lula e analisamos friamente, como o Reinaldo muito bem fez, é que se entende menos ainda como é que esse fenômeno pode ter passado 8 anos no governo , (i) contando tanta mentira, (ii) encobrindo tanta tramóia, (iii) governando tão incompetentemente, sem qualquer realização positiva efetiva de mérito dele, (iv) com esse tamanho de popularidade, e, (v) elegendo a sucessora. 
Nem precisa ter ido a escola, uma lida rápida nas pérolas abaixo e qualquer criança conclui que esse “não é o cara”, aliás, qualquer criança, menos os quase 90% dos brasileiros, os imbecis que se deixam enganar.
Tenho recebido duras críticas, muito bem vindas aliás, dos adoradores do Lula e do PT, mas são geralmente anônimas, sempre apaixonadas, raivosas, sem qualquer informação e pouquíssimo objetivas e fica fácil entender o porque, cada vez que se aprofunda um pouquinho sobre os descalabros do personagem, do partido e do seu governo.
Ai vão :
A CRISE ECONÔMICA

“Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”. [Lula]
A crise que atingiu os países ricos teve um efeito reduzido nos emergentes, todos sabemos. E o Brasil está nesse grupo, com resultados muito inferiores aos alcançados por China, Índia ou Rússia. Foi a natureza da crise que poupou o Brasil, não a gestão iluminada do governo.
Quanto a essa bobajada de crise resolvida por “torneiro mecânico pernambucano”, não por doutores, dizer o quê? A destacar apenas a boçalidade antiintelectualista da fala, que, mais uma vez e como sempre, faz pouco caso do estudo e do preparo intelectual. A gestão da política econômica, concorde-se ou não com ela, é feita, sim, por doutores. A equipe do Banco Central não é formada por torneiros mecânicos intuitivos, mas por profissionais com respeitável formação intelectual. Sendo assim, a afirmação de Lula é nada menos do que mentirosa. Não foi a sua ignorância ousada que gerenciou a crise, mas a prudência informada, com seus acertos e erros.
HABITAÇÃO POPULAR
“O programa, que tinha como meta 1 milhão de habitações contratadas até o fim de 2010, atingiu 1 milhão e 3.000 moradias contratadas, segundo informou no evento a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. “ [Reuters]
“Aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescreveram a matéria de vocês. Não é feio pedir desculpa, feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram acreditar que não seríamos capazes.” [Lula]
Está errado! Essa é mas uma mentira contada pelo governo. Quando foi lançado, o programa prometia ENTREGAR 1 milhão de casas até o fim de 2010, e não CONTRATAR. O que vai acima, portanto, é falso. Lula chega ao fim do segundo mandato entregando pouco mais de 10% - SIM, LEITOR, 10% - das casas prometidas.
CENSURA
“Temos que fazer um debate que todos participem e aprovar uma lei que seja o caminho do meio, nem o que quer a extrema direita nem o que quer a extrema esquerda. Tem que ter bom senso”.
“Não defendo o controle da mídia, mas responsabilidade. [a mídia] Precisa parar de achar que não pode ser criticada, porque, toda a vez que é criticada, diz que é censura. Quando faz a matéria, diz que é liberdade de imprensa; quando recebe a crítica, diz que é censura”. [Lula]
O problema não está na crítica que Lula e os petistas fazem à imprensa, mas na mobilização do aparato de estado contra a liberdade de expressão. O Apedeuta estabelece uma equivalência entre o Planalto e o jornalismo que é absolutamente falsa! Afinal, nós não podemos pressionar os poderosos com leis de sotaque discricionário, mas eles podem tentar nos intimidar. Mais: a sociedade tem a obrigação de vigiar o governo, mas um governo não pode tentar vigiar a sociedade além dos limites estabelecidos pela Constituição.
A CRISE NO ORIENTE MÉDIO
“Antes de viajar, nós recebemos uma carta do presidente Obama que colocava algumas condições (para um acordo internacional)”.
“O presidente Ahmadinejad aceitou exatamente o termo que levamos e, por isso, assinou que estava disposto a sentar na mesa na comissão em Genebra”.
“Mesmo assim, os países do Conselho de Segurança (da ONU) resolveram punir o Irã. Por que? A única explicação é que era preciso punir o Irã porque o Brasil e a Turquia tinham se metido numa seara que não era a de país considerado emergente”.
“O que o Ahmadinejad assinou é exatamente aquilo que o presidente Obama colocou para nós dez dias antes de a gente viajar para o Irã”.
Já desmontei essa farsa aqui à época. É mentira! A condição essencial de um acordo era que o Irã parasse de enriquecer urânio no país e permitisse a plena inspeção da ONU, o que o país nunca aceitou. Aliás, no dia seguinte ao “acordo”, deixou claro que não haveria qualquer mudança quanto a esse particular.
Lula tenta, como sempre, trapacear intelectualmente para justificar seu desastre, que mandou a diplomacia brasileira lá para o fim da fila aos olhos da comunidade democrática. Hoje o Brasil é muito apreciado porque fala fino com ditaduras que costumam apedrejar mulheres e falar grosso com seus próprios cidadãos — para lembrar o colecionador de jabutis alheios e agora irmão de ministra.
“LIBERDADE” DE IMPRENSA
“Os meios de comunicação confundem crítica com o cerceamento da liberdade de imprensa. É a coisa mais absurda e pobre do ponto de vista teórico alguém achar que não pode receber crítica, que é intocável. Nunca pedi para ninguém falar bem de mim, nunca pedi para fazer matéria falando bem de mim. Só quero que falem a verdade”.
Sim, Lula quer que falem bem dele. Mais do que isso: seu governo premia com capilé oficial, verba publicitária, o jornalismo amigo, ainda que não tenha leitores, internautas e telespectadores. E quem faz isso acena com o contrário: pão e água para quem se atrever a ser independente.
Qual é a “verdade”?
Nos dois posts abaixo, ficamos sabendo: ele queria ver a “mídia” negando, por exemplo, a existência do mensalão! O único que estava infiltrado entre os jornalistas de respeito que se dava a tal desfrute era Franklin Martins: virou ministro. Tereza Cruvinel quase chegava lá — era da turma que sustentava que todos faziam o mesmo: virou a chefona da Lula News.
Como se nota, na imprensa ideal de Lula, a mentira é premiada.

====
Fonte :http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-regra-de-concessao-de-passaportes-e-clara-faltou-foi-vergonha-na-cara/
Postar um comentário