Mostrando postagens com marcador anti-semitismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anti-semitismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Ódio a Israel disseminado nas Olimpíadas



O judoca egípcio, Islam El Shahaby, se desgraçou e ao seu pais nos jogos olímpicos do Rio de Janeiro na última sexta-feira. Essa desgraça não foi resultado da sua incapacidade de ganhar uma medalha, nem da sua derrota para o atleta israelense, Or Sasson. Foi, sim, resultado da conduta anti-esportiva e vergonhosa que exibiu. Ao perder a luta, saiu sem o cumprimento tradicional ao oponente - uma atitude inédita numa olimpíada - e para completar, se recusou a apertar a mão estendida do israelense.
A conduta inaceitável do lutador gerou vaias do público e o juiz ordenou que El Shahaby voltasse ao tatame e cumprimentasse o oponente, o que ele fez de forma patética, provocando ainda mais vaias da platéia. O Israelense ignorou o insulto e seguiu para coletar a medalha israelense.
Sasson esperava a esnobada do egípcio, mas decidiu estender sua mão de qualquer forma, mostrando respeito ao oponente. Cumprimentar e mostrar respeito ao adversário é algo que "fui educado a fazer", comentou o judoca.
A conduta desprezável do egípcio El Shahaby não é uma anomalia, apenas reflete o que é norma entre os atletas de nações muçulmanas. Rotineiramente se engajam em condutas danosas as suas reputações e das nações que representam. 
No início dos jogos do Rio, a delegação Libanesa se recusou a deixar que membros da equipe israelense embarcassem no ônibus em que estavam. Os israelenses foram forçados a encontrar transporte alternativo. Na sequência deste incidente, um judoca saudita forjou uma contusão num esforço deliberado de evitar uma luta contra um israelense. Em junho deste ano, um boxeador Sírio desistiu de uma luta contra um oponente israelense no torneio mundial de boxe no Azerbaijão, perdendo a chance de se qualificar para as Olimpíadas.  
Em junho de 2013, em um dos mais bizarros incidentes de conduta anti-esportiva, uma atleta de luta greco-romana mordeu as costas de sua oponente israelense a ponto de sangrar. O Egípcio foi suspenso enquanto a israelense, Ilana Kartysh, recebeu a medalha de ouro.
O incidente envolvendo El Shahaby é só um exemplo do que vem se repetindo há décadas, seguindo casos como o judoca Ramadan Darwish se recusando a cumprimentar e apertar a mão do israelense Arik Ze’evi (Link para o vídeo) em um torneio em 2011 e do Iraniano que se recusou a apertar a mão do levantador de peso israelense Sergio Britva, em um torneio de LPO em 2010.
Enquanto o COI e outras entidades esportivas se mantiverem passivas frente a essas absurdas agressões e se eximirem da obrigação e responsabilidade de banir os ofensores de todos os esportes no mundo todo, esses abusos e agressões continuarão. Só ações drásticas, em forma de expulsões, servirão para mudar esse comportamento errático inaceitável.
O mau comportamento dos atletas muçulmanos representam um problema maior, que transcende a arena esportiva. Xenofobia e anti-semitismo são parte da maioria do mundo islâmico. Nesse mundo medieval, o ódio a Israel permeia todos os campos, incluindo política, educação, religião, arte, cultura e esporte. O ódio é ensinado as crianças desde o nascimento e disseminado de geração em geração. É amplificado por instituições governamentais oficiais e está estampado em todas as faces da vida muçulmana.
Os danos causados por anos de lavagem cerebral e racismo institucional tomarão décadas, senão gerações, para serem revertidas. Com honrosas e raríssimas excessões, não parece que qualquer nação árabe ou muçulmana esteja fazendo esforços para mudar essa tendência deletéria. Na realidade, o que acontece é o completo oposto. A grande maioria dos egípcios, do mundo árabe e dos muçulmanos, aprova e aplaude a conduta de El Shahaby, para a desgraça do resto do mundo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Shaná Tová Dilma

O autor desta carta é o Rony Masijah, ele é o presidente do sindicato das confecçoes de São Paulo e da Darling

Prezada Presidente Dilma

Apenas para lembrá-la, que no dia 29 de setembro último foi comemorado o Rosh Hashaná, o ano novo judaico.

A grande maioria dos estadistas mundiais, como o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama, transmitiram seus votos de felicidades à população judaica de seus países e por que não do mundo na ocasião, da mesma forma que o fazem para todas as religiões indistintamente. Se a Senhora não sabe, isto faz parte do cargo. Se não de sentimento, ao menos de forma protocolar.

Seu antecessor, ao menos de forma protocolar não se esquecia destas datas. Fica difícil de imaginar o porquê de sua parcialidade no trato do relacionamento entre os povos. Em algumas situações de eloquente envolvimento e em outros de contundente esquecimento.

Lembro-lhe que o Brasil é um País de pluralismo religioso e exemplo de convivência entre os povos. Somos todos Brasileiros, irmãos que apenas exercem religiões diferentes.


Aliás, Senhora Presidente, sua eleição se deu com votos da maioria dos Brasileiros e com certeza praticantes de todas as religiões. Tenho certeza que a Senhora sabe muito bem disto. Então possivelmente, interesses outros, estão fazendo-a tomar uma posição tão parcial em relação a esta questão.

Como diria seu antecessor, “Nunca antes na história deste país, algo similar aconteceu”.

Sugiro que converse com sua assessoria para que fatos similares não se repitam com os outros irmãos brasileiros praticantes de outras religiões, caso contrário, ao desagradar todos, quem votará na senhora nas próximas eleições caso resolva se candidatar?

Como um subsídio, informo que o ano novo muçulmano será em 26 de novembro de 2011, o budista em 23 de janeiro de 2012, católico em 1 de dezembro de 2012 e assim por diante. Com certeza seus assessores serão capazes de completar a lista.

Saudações de um brasileiro de fé judaica.

Ronald Moris Masijah
RG: 3.655.695

quarta-feira, 1 de junho de 2011

O ódio a Israel



O ódio a Israel
Rodrigo Constantino
O GLOBO - 31/05/2011

“Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos.” (Karl Popper)

As recentes declarações do presidente Obama reacenderam o debate sobre o confronto entre Palestina e Israel. Todos gostam de emitir opinião sobre o assunto, mesmo sem embasamento. Não pretendo entrar na questão histórica em si, até porque isso foge da minha área de conhecimento. Mas gostaria de colaborar com o debate pela via econômica.
Do meu ponto de vista, há muita inveja do relativo sucesso israelense. A tendência natural é defender os mais fracos. Isso nem sempre será o mais justo.


O antissemitismo é tão antigo quanto o próprio judaísmo. Os motivos variaram com o tempo. Mas, em minha opinião, não podemos descartar a inveja como fator importante. A prática da usura era condenada pelos católicos enquanto os judeus desfrutavam de sua evidente lógica econômica. Shakespeare retratou o antissemitismo de seu tempo em seu clássico “O mercador de Veneza”, em que Shylock representa o típico agiota insensível. Marx, sempre irresponsável com suas finanças, usou os judeus como bode expiatório para atacar o capitalismo. O nacional-socialismo de Hitler foi o ponto máximo do ódio contra judeus.

Vários países existem por causa de decisões arbitrárias de governos, principalmente após guerras. Israel é apenas mais um. Curiosamente, parece que somente Israel não tem o direito de existir. Culpa- se sua existência pelo conflito na região, sem levar em conta que os maiores inimigos dos muçulmanos vêm do próprio Islã. O que Israel fez de tão terrível para que mereça ser “varrido do mapa”, como os fanáticos defendem?


Israel é um país pequeno, c riado apenas em 1948, contando hoje com pouco mais de sete milhões de habitantes. Ao contrário de seus vizinhos, não possui recursos naturais abundantes, e precisa importar petróleo. Entretanto, o telefone celular foi desenvolvido lá, pela filial da Motorola. A maior parte do sistema operacional do Windows XP foi desenvolvida pela Microsoft de Israel.


O microprocessador Pentium-4 foi desenvolvido pela Intel em Israel. A tecnologia da “caixa postal” foi desenvolvida em Israel. Microsoft e Cisco construíram unidades de pesquisa e desenvolvimento em Israel. Em resumo, Israel possui uma das indústrias de tecnologia mais avançadas do mundo.


O PIB de Israel, acima de US$ 200 bilhões por ano, é muito superior ao de seus vizinhos islâmicos. A renda per capita é de quase US$ 30 mil. Apesar da pequena população e da ausência de recursos naturais, as empresas i sraelenses exportam mais de US$ 50 bilhões por ano. A penetração da internet é uma das maiores do mundo. Israel possui a maior proporção mundial de títulos universitários em relação à população.


Lá são produzidos mais artigos científicos per capita que em qualquer outro país. Israel tem o maior IDH do Oriente, e o 15º do mundo. Não custa lembrar que tudo isso foi conquistado sob constante ameaça terrorista por parte dos vizinhos, forçando um pesado gasto militar do governo. Ainda assim, o país despontou no campo científico e tecnológico, oferecendo enormes avanços para a humanidade.


Quando comparamos a realidade israelense com a situação miserável da maioria dos vizinhos, fica mais fácil entender parte do ódio que é alimentado contra os judeus. Claro q ue fatores religiosos pesam, assim como o interesse de autoridades islâmicas no clima de guerra. Nada como um inimigo externo para justificar atrocidades domésticas. Mas as gritantes diferenças econômicas e sociais sem dúvida adicionam lenha à fogueira.


Como agravante, Israel é uma democracia parlamentar, enquanto a maioria dos vizinhos vive sob regimes autoritários que ignoram os direitos humanos mais básicos. Isso para não falar das gritantes diferenças quanto às liberdades femininas. Israel não é um paraíso. Longe disso. Seu governo comete abusos que merecem repúdio. Mas, perto da realidade de seus vizinhos islâmicos, o contraste é chocante. Será que isso tem alguma ligação com o ódio a Israel e o constante uso de critérios parciais na hora de julgar os acontecimentos na região? O sucesso costuma despert ar a inveja nas almas pequenas, vide o antiamericanismo patológico que ainda sobrevive na esquerda latino-americana. Em tempo: O ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia deveria aprender com Israel como produzir tecnologia de ponta, com ampla abertura econômica e investimento em educação, em vez de tentar resgatar o fracassado protecionismo, no afã de estimular a indústria nacional.

RODRIGO CONSTANTINO- é economista.